Esporte de milionários…

Eu comecei minha carreira no Tênis bem pequena, treinando no clube da minha cidade com algumas colegas da escola que viam aquilo como um bom exercício… ou melhor, naquela época a gente nem pensava em exercício, a gente pensava em brincadeira. Queria se divertir, passar o tempo batendo uma bolinha e os outros esportes com bola que a gente praticava simplesmente não mexiam conosco da melhor maneira, do jeito que procurávamos. O tênis era a única coisa que fazia a gente suar o suficiente para acalmar o corpo e gastar a energia que aquela criançada tinha de sobra!

Mas desde pequena que eu notava uma coisa estranha nas quadras de tênis. As quadras de futebol tinha um espírito de equipe e participacão, de unidade mesmo que eu nunca notava nas quadras de tênis. Hoje pra mim é fácil colocar a questão dessa forma, mas na época eu lembro que sentia que aquelas pessoas que participavam de alguns treinos simplesmente não podiam ser minhas amigas e meus amigos, porque havia um clima que não permitia que isso acontecesse… Eu achava esquisito, tentava quebrar o gelo chamando outras pessoas para jogar mas nunca dava certo. A não ser duas amigas do meu bairro que treinavam comigo desde sempre, o resto da equipe toda não se misturava muito, não conversava…

Lembro que a maioria da molecada saía correndo assim que o treino acabava. Sempre vinha uma frota enorme de carros gigantes que eu nunca tinha visto na vida para buscar a molecada que jogava tênis… e que nenhum deles praticamente estudava na minha escola ou eu encontrava brincando na rua… pareciam que moravam em outro planeta. Sempre tinham uns uniformes diferentes, novos, lindos, cheios de pompas… mas eu e as minhas duas amiguinhas estávamos sempre bem esfarrapadinhas, porém se divertindo e comemorando nossas pequenas vitórias como ninguém ali fazia.

Lembro ainda que um dia o treinador resolveu chamar toda a equipe que treinava junto para uma festinha de confraternização, e que deu um bafo danado. Algumas das mães disseram que não tinham como levar os filhos, que aquilo era uma baita perda de tempo, que não queriam misturar as coisas, que isso e que aquilo. Detestaram o lugar que o treinador tinha escolhido para fazer a festinha e disseram que só aceitariam alguma coisa daquele tipo se elas pudessem escolher o lugar e a data da festa. Dito e feito, foi assim que aconteceu.

Lembro também quando chegamos no lugar famoso da festa. Era um condomínio gigantesco, repleto de mansões e casas de luxo (tipo essas do link) que cabiam um milhão de pessoas cada uma. Era um exagero. Lembro da Paulinha comentando que aquilo parecia uma casa de boneca gigantesca. Era cada mansão que a gente ficava besta sem saber onde a casa começava e onde terminava. Umas salas enormes, cheias de luz e vidro, que davam pra uma piscina, com cascata, muito verde, uma plantas exóticas que a gente nunca tinha visto em lugar nenhum… Enfim, era cada casarão que a gente ficava besta de ver! Tudo muito chique, arrumado e no lugar, de um jeito que dava até vergonha de caminhar pela casa direito… E realmente, o condomínio todo parecia uma coisa de outro mundo. Tinha umas casas todas modernosas, que ninguém colocava a mão na parede e tudo já ia funcionando. Coisas modernosas até para os dias de hoje!

Era uma coisa com tanto luxo, com tanto empregado, com tanto requinte que a Paulinha e eu começamos a achar graça da coisa toda. Começamos a pensar de que maneira a gente poderia fazer pirraça naquele lugar e não ser pegas por algum robô doutrinador de crianças!

Foi nesse dia que comecei a perceber – ainda sem entender muito – o caráter extremamente elitista desse esporte que mexe com o meu coração. Infelizmente, dada a estrutura que se precisa, do material, e da complexidade em se desenvolver respostas técnicas mais apuradas, infelizmente o tênis fica até hoje – e principalmente no Brasil – enquadrado como um esporte elitista, de gente rica… E olha que quando eu comecei a coisa era muito pior. Hoje a internet e os tenistas brasileiros que se destacam conseguiram dar uma pequena popularizada no esquema, fazendo com que outras pessoas mais humildes se interessem e que a oferta de treinos consiga ser mais diluída entre outras classes sociais. Mas, ainda assim, se você pegar a história de todo tenista de sucesso no mundo você vai ver que todos eles, absolutamente, vieram de uma história de família abastada, sem problemas financeiros… pessoas de destaque na sociedade que podem se dedicar ao esporte sem preocupar muito com a questão monetária da coisa… acho que é essa a poética que o futebol tem e o tênis não: tirar gente da miséria graças a um talento…

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Tênis Olímpico Feminino

Minha aposta deu certo! Monica deu um Show!

Fonte: Calendário e Resultados do Simples feminino – Tênis Olímpico

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Murray vs. Del Potro Olympic Tennis FULL Highlights – YouTube

Os melhores momentos dessa linda final onde brilhou a estrela de Andy Murray!

Pelo menos não tivemos um campeão argentino né? rsrsrsrs

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Serviço militar, treinos na floresta… a carreira de Thiem, o caçula do top 10

Tenho acompanhado a carreira desse menino desde cedo. É lindo ver a reviravolta que consegui implicar na sua saúde e na sua carreira.  Não é fácil deixar o Federer a ver navios no saibro!

Quem quiser apostar nesse menino vai ter uma grande e saudáve surpresa! O garoto tá arrebentando e vai arrebentar ainda mais nas quadras!

O guri já arrebentou no ATP 250 de Stuttgart e vai decolar nas quadras esse ano! Anotem o que estou dizendo!

Em seis meses, austríaco de 22 anos vai de coadjuvante a protagonista com títulos, vitórias sobre Federer e Nadal, e se coloca como possível surpresa em Wimbledon

Leia mais em GloboEsporte

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Os pontos mais incríveis da história

Nem sempre um bom jogo tem uma cena memorável, mas às vezes uma simples cena pode valer toda a experiência de assistir a um jogo medíocre.

Mas com esses caras o jogo nunca é mais ou menos.

Dá uma olhada nessa coletânea dos pontos mais incríveis da história do Tênis. A do Federer por debaixo das pernas é só um detalhezinho perto dessa coletânea.

E segurem as babas!

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As melhores enganadinhas de Federer

Ele é o meu maior ídolo, disparado!

Sabe aquela história do Ronaldinho de olhar pra um lado e tocar a bola pro outro? Pois bem, o Federer faz isso nas quadras de tênis!

Confiram o Resulltado!

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Opinião – Raquete Wilson Pro Staff 97

Recentemente eu fiz um belo investimento na minha carreira de tenista. Dediquei pouco mais de 1000 reais na aquisição de uma Wilson 97. eu sempre fui um pouco suspeita com essa raquete, pois achava que era muita falação pra pouco resultado prático. Ledo engano!

A 97 tem uma pegada extremamente firme e leve ao mesmo tempo. O meu backhand não só ficou mais forte como sua execução está muito mais rápida. A resposta dela é sensacional, tanto no front também. A sensação é que ela faz muito mais com menos esforço.

A precisão dela também é fora do comum. você consegue colocar a bola onde quer com essa raquete. Ela coloca um efeito no trick que eu nunca tinha sentido em raquete nenhuma. Fiquei de cara.

Fiz 3 jogos com ela já. Joguei contra pessoas que sempre tive dificuldade – gente que já ganhou e já perdeu de mim – e foi um passeio. Claro que nem só de raquetes vive uma tenista, meu treinamento também tem sido bem árduo nesses últimos meses, mas é visível a melhoria que acontece uma vez que você investe num bom equipamento.

Fica aqui a minha recomendação, sem receber nenhum troco da Wilson de volta. Tenista, se você quer entrar de cabeça nesse esporte, procure investir uma graninha em uma boa raquete. Eu joguei anos com raquetes bem mais humildes que quebraram o galho sempre. Mas olha, se tivesse começado com essa de cara, com certeza o meu score seria beeeem diferente hoje em dia.

Fica a dica!

 

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Minha história no Tênis

Alguns que me visitam aqui já me conhecem… outros ainda não!

marinhaSou a Mara. Comecei a treinar tênis em 2004 com o João Fernandes, um dos maiores treinadores brasileiros de tênis. Conheci ele numa festa com os meus pais e Alphaville e fiquei sabendo que em breve ele se mudaria para Sorocaba, minha cidade, e que estava procurando alunos para espalhar seu conhecimento pela cidade.

João e meu pai sempre foram grandes colegas do golfe e, rapidamente meu pai colocou ele em contato com pessoas da sociedade de lá que teriam esse interesse. Não demorou muito e estávamos começando essa nossa parceria.

Eu sempre fui muito vidrada nesse esporte. Mas eu só assistia, nunca tinha participado de nenhuma partida. Era tudo muito novo pra mim. Eu sempre gostei de esporte, mas nunca tinha tido muita familiaridade com esportes com bola: praticava mais natação e atletismo mais do que qualquer coisa. Mas era sempre muito fã. Lembro que assistia muito aos jogos do Agassi quando era pequena e depois virei a fã número 1 do Guga Kuerten. Uma simpatia e uma humildade de pessoa.

Quando comecei a treinar com o João, tive muita dificuldade. Lembro que no começo eu ma conseguia sacar e que demorei muito para acertar as primeiras raquetadas dentro da quadra. Lembro que eu ficava impressionada como aquela bolinha saía voando sem que eu colocasse força nenhuma na raquetada.

Mas aprendi rápido. Meu grande professor não desistiu fácil de mim não. Eu não tinha muito talento, mas com certeza tinha paixão pelo esporte. E isso – dizia ele – era muito importante para a carreira de qualquer profissional do esporte. Talento vinha com a prática, paixão tinha que nascer no coração da gente.

Treinei muito, bastante mesmo. No primeiro ano eu treinava praticamente todos os dias depois de voltar pra escola. Eu queria fazer faculdade de fisioterapia e estudava muito antes de conhecer o Tenis, mas a paixão me fez mudar o destino. Acabei desistindo por um tempo das faculdades e resolvi me dedicar inteiramente ao esporte. Meus pais relutaram um pouco no começo, mas como sempre tivemos um bom dinheiro e uma boa condição financeira, eles ficaram mais tranquilos quanto ao meu futuro profissional por um tempo e aprovaram e incentivaram meu sonho.

Eu morria de vergonha. Não gostava que ninguém assistisse aos meus treinos e nem que pensava em participar de partidas cheias de público. Magina. Morria de medo de que as pessoas rissem de mim. Seu João teve que fazer um grande trabalho em mim para desenvolver a minha confiança, o meu poder pessoal. Mas a paixão me movimentou depressa no mundo do Tênis. É impressionante como o esporte, o foco e o coração podem causar grandes e profundas mudanças de comportamento em uma pessoa. Em pouco mais de 8 meses eu comecei a participar de disputas amadoras no clube da cidade.

Perdi minha primeira partida por 6×1. Queria enterrar minha cabeça na terra, mas o meu grande técnico não me deixava desistir. Aumentamos os treinos e, de repente, uma chavinha virou. Acho que foi quando eu decidi realmente ser uma esportista, sabe? Quando eu disse pra mim mesma que nada iria me deixar de fora desse sonho e que eu iria realmente ter isso como ofício. Minha próxima partida eu ganhei por 6X4. Os jogos femininos eram de um set só no juvenil. E essa vitória eu nunca esqueci – foi contra a Maria Luiza, filha do dono da empresa de ônibus da cidade – o meio do Tênis é sempre cheio de gran finos. Ela ficou p da vida comigo porque eu quebrei o serviço dela logo na largada. E ela era tida como uma das melhores do juvenil do clube.

Aquilo me deu tanta mora que eu não perdi nenhuma partida oficial nos meses seguintes. Fiquei invicta até a metade do ano seguinte, quando começamos a jogar as partidas de melhor de 3. Claro, o preparo físico ali era outro e eu estava começando a jogar com as adutas. A história agora era outra, o preparo necessário agora era outro também. Mas o mestre João  tava comigo e eu estava convicta – não iria desistir até ser campeã do torneio oficial do clube da minha cidade.

E se você acha que eu desisti antes de realizar esse sonho, isso vai ficar pra outro post que esse aqui já ficou longo demais hehehehehe

beijinhos da Marinha

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Os tenistas mais bem pagos do mundo

Segue aqui uma lista com os maiores pagamentos já feitos para tenistas ao longo da história da ATP.

Vale a pena dedicar sua vida a esse esporte ou não? Pergunte a esses 12 aí.. hehehehhee

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Os 10 momentos mais nobres do Tênis

Esse esporte é chique! É um luxo!

Aqui vão pra vocês uma coletânea de momentos mais fair play, de reconhecimento honesto e merecido da superioridade e o talento alheio!

Tênis é isso: é superação, talento e reconhecimento!

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Últimas notícias do mundo do Tênis

Seguem as últimas notícias pra você que acompanha as novidades pelo meu blog!

 

Djokovic pode pegar Federer e Bellucci em Wimbledon

Steve Johnson eva títuo em Nottingham e vence pela primeira vez na ATP

Cibulkova acaba com a rival tcheca e fatura o WTA de Eastbourne

Apesar de jogo consistente, Melo e Dodig perdem e são vice em Nottingham

 

TenisSite.com.br – aqui você sempre encontra as últimas notícias do mundo do Tênis!

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