Minha história no Tênis

Alguns que me visitam aqui já me conhecem… outros ainda não!

marinhaSou a Mara. Comecei a treinar tênis em 2004 com o João Fernandes, um dos maiores treinadores brasileiros de tênis. Conheci ele numa festa com os meus pais e Alphaville e fiquei sabendo que em breve ele se mudaria para Sorocaba, minha cidade, e que estava procurando alunos para espalhar seu conhecimento pela cidade.

João e meu pai sempre foram grandes colegas do golfe e, rapidamente meu pai colocou ele em contato com pessoas da sociedade de lá que teriam esse interesse. Não demorou muito e estávamos começando essa nossa parceria.

Eu sempre fui muito vidrada nesse esporte. Mas eu só assistia, nunca tinha participado de nenhuma partida. Era tudo muito novo pra mim. Eu sempre gostei de esporte, mas nunca tinha tido muita familiaridade com esportes com bola: praticava mais natação e atletismo mais do que qualquer coisa. Mas era sempre muito fã. Lembro que assistia muito aos jogos do Agassi quando era pequena e depois virei a fã número 1 do Guga Kuerten. Uma simpatia e uma humildade de pessoa.

Quando comecei a treinar com o João, tive muita dificuldade. Lembro que no começo eu ma conseguia sacar e que demorei muito para acertar as primeiras raquetadas dentro da quadra. Lembro que eu ficava impressionada como aquela bolinha saía voando sem que eu colocasse força nenhuma na raquetada.

Mas aprendi rápido. Meu grande professor não desistiu fácil de mim não. Eu não tinha muito talento, mas com certeza tinha paixão pelo esporte. E isso – dizia ele – era muito importante para a carreira de qualquer profissional do esporte. Talento vinha com a prática, paixão tinha que nascer no coração da gente.

Treinei muito, bastante mesmo. No primeiro ano eu treinava praticamente todos os dias depois de voltar pra escola. Eu queria fazer faculdade de fisioterapia e estudava muito antes de conhecer o Tenis, mas a paixão me fez mudar o destino. Acabei desistindo por um tempo das faculdades e resolvi me dedicar inteiramente ao esporte. Meus pais relutaram um pouco no começo, mas como sempre tivemos um bom dinheiro e uma boa condição financeira, eles ficaram mais tranquilos quanto ao meu futuro profissional por um tempo e aprovaram e incentivaram meu sonho.

Eu morria de vergonha. Não gostava que ninguém assistisse aos meus treinos e nem que pensava em participar de partidas cheias de público. Magina. Morria de medo de que as pessoas rissem de mim. Seu João teve que fazer um grande trabalho em mim para desenvolver a minha confiança, o meu poder pessoal. Mas a paixão me movimentou depressa no mundo do Tênis. É impressionante como o esporte, o foco e o coração podem causar grandes e profundas mudanças de comportamento em uma pessoa. Em pouco mais de 8 meses eu comecei a participar de disputas amadoras no clube da cidade.

Perdi minha primeira partida por 6×1. Queria enterrar minha cabeça na terra, mas o meu grande técnico não me deixava desistir. Aumentamos os treinos e, de repente, uma chavinha virou. Acho que foi quando eu decidi realmente ser uma esportista, sabe? Quando eu disse pra mim mesma que nada iria me deixar de fora desse sonho e que eu iria realmente ter isso como ofício. Minha próxima partida eu ganhei por 6X4. Os jogos femininos eram de um set só no juvenil. E essa vitória eu nunca esqueci – foi contra a Maria Luiza, filha do dono da empresa de ônibus da cidade – o meio do Tênis é sempre cheio de gran finos. Ela ficou p da vida comigo porque eu quebrei o serviço dela logo na largada. E ela era tida como uma das melhores do juvenil do clube.

Aquilo me deu tanta mora que eu não perdi nenhuma partida oficial nos meses seguintes. Fiquei invicta até a metade do ano seguinte, quando começamos a jogar as partidas de melhor de 3. Claro, o preparo físico ali era outro e eu estava começando a jogar com as adutas. A história agora era outra, o preparo necessário agora era outro também. Mas o mestre João  tava comigo e eu estava convicta – não iria desistir até ser campeã do torneio oficial do clube da minha cidade.

E se você acha que eu desisti antes de realizar esse sonho, isso vai ficar pra outro post que esse aqui já ficou longo demais hehehehehe

beijinhos da Marinha

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